quinta-feira, 20 de março de 2014

Cultura da cerveja artesanal conquista cada vez mais adeptos em Curitiba

Cervejarias paranaenses, que têm investido cada vez mais em cervejas especiais, notam diferenças no interesse do curitibano em relação à bebida

Júlia Bevilaqua Stefanel


  
Aberto no fim de 2012, o Barbarium Beer Pub surgiu com a proposta de trazer a cerveja artesanal “sem frescura” para a noite curitibana, como se refere Diego Renan Pestana, 27, um dos sócios do estabelecimento. O bar, decorado com quadros-negros que expõem a carta de bebidas, atrai pessoas dos mais diferentes estilos, mesmo que a trilha sonora seja predominantemente composta pelo rock n’ roll.

O Pub fica na Rua Chile, quase em frente à Unicuritiba. (Fotos: Júlia Stefanel)
Além da vasta carta de cervejas e das mais de 20 opções de chopp oferecidas, o bar investe na gastronomia. A porção mais pedida é a de fritas “da casa”, cobertas com uma generosa camada que queijo cheddar e acompanhadas por molho barbecue. Em segundo lugar, fica a porção de onion rings, anéis de cebola fritos, envoltos por uma massa crocante que leva cerveja na receita. O lugar ainda oferece hambúrgueres artesanais e não se esquece dos vegetarianos, oferecendo a opção do hambúrguer de berinjela.

Apesar do caprichado menu tipicamente de boteco, o bar conta, ainda, com mais opções gourmet. Além de também oferecer pratos à la carte, às terças-feiras há uma programação para quem tem interesse em harmonizar cervejas com pratos. A “Terça Harmonizada” custa R$ 70 por pessoa e oferece ao cliente entrada, prato principal e sobremesa. Toda a refeição é acompanhada por uma cerveja da casa.


Se a intenção dos sócios do Barbarium, ao abrir o pub, era trazer o hábito de beber e conhecer cervejas artesanais, para o curitibano, Diego acredita que o objetivo tem sido alcançado. “É bem legal acompanhar essa mudança. Quando a gente abriu o bar, a cerveja que mais saía, com certeza, era a Pilsen, o tipo mais comum no Brasil. Hoje em dia, a que mais tem saído é a cerveja de trigo, mas a gente vê que cada vez mais as pessoas querem experimentar variedades diferentes”. 


As cervejas de trigo, que estão entre as mais populares, são cervejas de alta fermentação, como explica Luciano Wengrzinski, dono e mestre cervejeiro da Wensky Beer. “São cervejas da família das ale, que tem por maior característica a cor turva e os aromas e sabores frutados. No geral, são bebidas de corpo mais acentuado e uma carbonatação mais elevada”.


Por que beber cerveja artesanal?

Os brasileiros estão consumindo cerveja transgênica. As grandes cervejarias nacionais vêm substituindo cerca de 45% da cevada por milho, quando aproximadamente 89,9% do milho produzido no Brasil é transgênico. Basta ler os ingredientes na embalagem: água, malte de cevada, “cereais não maltados” e lúpulo. Nessa situação, é válido saber o que é uma “cerveja de verdade”. Alguns cervejeiros, inclusive, ainda seguem o Reinheitsgebot – a Lei da Pureza alemã –, que permite a utilização de apenas três ingredientes na produção: água, malte e lúpulo.



A Curupira - American IPA - é vendida no Barbarium Beer Pub. (Fonte: Untappd)
Nas cervejarias artesanais, a qualidade é muito superior. “O controle de qualidade é feito de forma muito rigorosa desde o recebimento da matéria prima até o produto acabado. Costumamos experimentar sensorialmente a matéria prima antes do uso, durante o processo de fabricação e nas etapas posteriores até ser colocada na garrafa ou barril antes de ir aos pontos de venda, e isso é feito em todas as cervejas produzidas”, afirma Wengrzinski.




Serviço:

Barbarium Beer Pub
Rua Chile, 1765, Rebouças
(41) 3408-5216
Terça, Quarta e Quinta: 18h – 00h
Sexta e Sábado: 18h – 03h
$$ 30,00 – 40,00

Cervejaria Wensky Beer
Rodovia do Xisto – BR 476; 5781
Araucária – PR
(41) 3625-2915

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