Reportagem Luiza Guimarães
Se fosse um país, a internet representaria a quinta
economia do mundo, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos, Japão e Índia,
de acordo com um estudo realizado pelo Boston Consulting Group, divulgado no
Brasil pela revista Exame. Com 25
anos de existência completados em 2014, a internet ainda não teve todo o seu
potencial descoberto pelos usuários. Os blogs de entretenimento, por exemplo,
foram por muito tempo vistos como hobbies, mas hoje existe muita gente que ganha a vida com eles. O comércio online,
opção que vem se mostrando mais confiável e segura, tem ganhado novos olhares.
Sex shop virtual
Desde dezembro, Sabrina Vega, estudante de psicologia e sua mãe, Carmem Vega mantém o sex shop online 6 Sentidos. Elas nem chegaram a cogitar abrir uma loja física, pois a plataforma digital lhes oferecia muito mais vantagens. Além de conseguir maior alcance de público, a internet também reduz os gastos comuns para quem está começando um novo negócio, como funcionários, despesas com o aluguel ou a compra do espaço comercial.
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| Loja online traz mais privacidade aos clientes. (Foto: Luiza Guimarães) |
Desde dezembro, Sabrina Vega, estudante de psicologia e sua mãe, Carmem Vega mantém o sex shop online 6 Sentidos. Elas nem chegaram a cogitar abrir uma loja física, pois a plataforma digital lhes oferecia muito mais vantagens. Além de conseguir maior alcance de público, a internet também reduz os gastos comuns para quem está começando um novo negócio, como funcionários, despesas com o aluguel ou a compra do espaço comercial.
Os investimentos existem, mas de forma bem
reduzida. Para lojas como a delas, os primeiros gastos aparecem na formação de
um sistema de estoque, em serviços de contador profissional e taxas de máquina
de cartão de crédito. O que
encarece a abertura de um site é o design. Assim como a decoração é importante para uma loja física, são os
fundos e as cores que irão dar o perfil da página eletrônica e atrair mais clientes.
Um bom design custa em torno de 2 mil reais e não é necessário só para quem tem
uma loja online — ele é requisito
obrigatório também nos blogs.
Posts
de moda pagos
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| Parcerias com lojas fazem o blog de moda ir para frente. (Foto: Luiza Guimarães) |
Para Gabriela Menta, estudante
de jornalismo de dezesseis anos e
dona do blog de moda gabrielamenta.com.br, o investimento no design e a festa
de inauguração foram caros, mas representaram os investimentos que trouxeram
mais retorno. “De
um dia para o outro, só na primeira semana, meu blog dobrou de acessos diários!”, comenta ela.
Os blogs funcionam de forma diferente das lojas
virtuais, já que seu lucro vem de publicidade e de parcerias.
No caso de Gabriela Menta, além dos banners de anúncios na página do site, os anunciantes ainda podem optar por um publipost, ou seja, uma postagem mensal na qual a blogueira anunciando a marca. Este tipo de publicação é uma ideia comum em blogs de moda por ser fácil de realizar. As grifes de roupa e acessórios emprestam ou presenteiam seus produtos para a dona do site, que posta fotos vestindo os modelos, divulgando a marca.
No caso de Gabriela Menta, além dos banners de anúncios na página do site, os anunciantes ainda podem optar por um publipost, ou seja, uma postagem mensal na qual a blogueira anunciando a marca. Este tipo de publicação é uma ideia comum em blogs de moda por ser fácil de realizar. As grifes de roupa e acessórios emprestam ou presenteiam seus produtos para a dona do site, que posta fotos vestindo os modelos, divulgando a marca.
Se o publipost
dá certo, logo se formam parcerias mais duradouras, que se baseiam na
divulgação recíproca entre lojas e blogs, ou entre dois sites distintos.
Busão Curitiba
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Cássio Ferreira e Ricardo Ickert, do
Busão Curitiba. Uma brincadeira que acabou dando dinheiro. (Foto: Júlio Boll)
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Uma brincadeira sobre o cotidiano do transporte público em
Curitiba pode render um bom dinheiro. A dupla de amigos Cássio Ferreira, estudante de publicidade e Ricardo Ickert, estudante de engenharia
elétrica, ambos com 23 anos, são fundadores e atuais administradores do Busão
Curitiba. A ideia do site nasceu, em
2010, a partir de microblogs no Twitter e hoje possui milhares de seguidores
também no Facebook, além de um blog próprio — certos conteúdos funcionam melhor em páginas fixas do que em
redes sociais.
A conta no Twitter, que
já acumula mais de 20 mil seguidores, começou com simples relatos sobre
as bizarrices observadas no transporte coletivo. Como tudo na internet, as
parcerias foram a grande saída para amplificar o Busão. Sites e vlogueiros como “Tesão Piá”, “Trollando”
e “Não, Salvo” são algumas das parcerias realizadas. “Estamos juntos em campanhas, apoiamos ideias
e eles ganham bastante dinheiro. Dedicação é essencial. Tenho um amigo que só
faz isso, tem três empregados e vem ganhado uma grana muito boa. Basta correr
atrás, pesquisar e ter tempo livre pra fazer acontecer”, acredita Cássio
Ferreira.
Graças a diversas
parcerias e ao olhar atento às piadas da internet – que alimentam a
criatividade de Cássio e Ricardo para novas publicações – o dinheiro passou a
ser consequência. Eles contam que agências de publicidade, muitas de São Paulo,
passaram a procurar o blog para veicular campanhas em que o público-alvo era similar..
Os criadores do Busão explicam que utilizam anúncios no Google, os chamados Adsenses, que dão um dinheiro “para tomar cerveja no final
de semana. É o que nos anima a
postar”, detalha Ickert “E se fizermos só isso, abandonarmos nossas carreiras,
dá pra viver de internet sim”.
Para quem quer começar, eles são bem diretos. “É
preciso se dedicar e investir em anúncios”..
Um ponto essencial é saber qual é o público específico e o que publicar.
“Pensar no público é 60% do segredo do sucesso. Se você souber como falar e
fidelizar o público, é meio caminho andado. O retorno da internet vem com
empenho”, finaliza Cássio Ferreira.



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